Secretário acusado por Nicéa já foi condenado pela justiça
Secretário acusado por Nicéa já foi condenado pela justiça14/Mar, 19:24 Por Alceu Luís Castilho São Paulo, 14 (AE) - O secretário do Governo Municipal, Carlos Augusto Meinberg, teve seu nome ligado a denúncias de irregularidades antes de a primeira-dama Nicéa Pitta citá-lo como articulador de supostos subornos de vereadores governistas pelo Executivo. Ele já tem condenações na Justiça - entre elas o bloqueio de seus bens - por atividades nos governos peemedebistas de Orestes Quércia (1987-1990) e Luiz Antônio Fleury Filho (1991-1994), como presidente do Banespa, e como presidente da Companhia de Processamento de Dados do Município (Prodam) na administração de Celso Pitta (PTN). Meinberg chegou a ser classificado por vereadores governistas como "pára-choque do prefeito", ou "Golbery do Pitta", em referência ao general que se destacou como principal estrategista do último regime militar. Discreto, não costuma atender jornalistas. Prefere os bastidores. Independentemente das denúncias de Nicéa, costumam partir de seu gabinete negociações com a Câmara para votações de interesse do Executivo. Em setembro, com mais quatro secretários municipais, Meinberg trocou o PPB de Paulo Maluf pelo PTN de Pitta. Era um esforço para melhorar a imagem do prefeito e dar credibilidade ao partido. Dias antes, o secretário assumira a responsabilidade por um dos desastres da atual administração: a indicação de Marco Antônio de Abreu, filho do presidente do PTN, para o cargo de secretário da Administração. Abreu foi preso momentos antes de tomar posse, por não obedecer a uma convocação na Justiça. Condenações - A condenação mais recente de Meinberg atingiu também uma ex-presidente do Centro de Apoio Social e Atendimento (Casa), Nabiha Abud Baccarin (1997-1999). A entidade era controlada por Nicéa. Tanto Meinberg como Nabiha tiveram em dezembro os bens bloqueados pela Justiça de São Paulo, até ressarcir R$ 168.271,95 ao Erário. O secretário foi acusado de cometer improbidade administrativa como presidente da Prodam, ao contratar Nabiha para exercer uma função voluntária. Meinberg já tivera os bens bloqueados em novembro de 1997. O motivo foi um empréstimo que teria dado prejuízo de R$ 3,6 milhões ao Banespa. O secretário de Pitta também foi condenado em primeira instância pela Justiça em 1998, com mais oito ex-presidentes do banco, a ressarcir R$ 128,9 milhões aos cofres públicos. O motivo foi a contratação de 1.390 funcionários para o Banespa S.A. Serviços Técnicos e Administrativos (Baneser), em um dos principais escândalos dos governos Quércia e Fleury. As acusações relativas ao Baneser - funcionários fantasmas e contratações indevidas - são as mesmas que, em 1999, marcaram as investigações na polícia e Ministério Público sobre a Prodam e a Anhembi Turismo e Eventos. Meinberg aparece ora como o presidente que contrata, ora como o secretário que indica. A reportagem procurou Meinberg hoje, por meio da Secretaria de Comunicação da Prefeitura, mas não obteve resposta.





