O secretário da Segurança do Paraná, José Tavares, acredita que o policial Joel de Lima Santa Ana – acusado de matar o sem-terra Antônio Tavares Pereira durante uma manifestação do Movimento Sem Terra (MST), em maio passado – será inocentado. Tavares disse que a morte do manifestante foi um acidente e Santa Ana agiu por precaução, no intuito de defender.
‘‘Se eu fosse o juiz eu o absolveria com base no estatuto de cumprimento do dever legal. Havia apenas seis policiais e centenas de sem-terra armados com punhais e foices. Ele disparou para se defender e não teve a intenção de atingir o sem-terra’’, afirmou o secretário.
Tavares não acredita na versão do acusado, que afirmou não ser o autor dos disparos. O policial defendeu-se, em entrevista publicada ontem, na Folha, alegando que deu dois tiros para baixo e ninguém foi ferido pelos projéteis. Mas um exame concluiu que a bala que matou Tavares havia de fato atingido o solo. ‘‘O exame de criminalística confirmou o calibre e o tipo da arma. Não há como negar que os tiros foram dados por ele’’, disse Tavares.
O crime ocorreu no dia 2 de maio. O policial acusado está respondendo a inquérito criminal na Delegacia de Homicídio e a processo interdisciplinar na Polícia Militar.

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