Folha - Como o governador deve agir na formação do secretariado?
Khury - Eu sou muito prático. O secretariado tem que ser político, os técnicos é que devem ir para o segundo escalão. Se não nos prepararmos agora com pessoas envolvidas no setor político, podemos até levar um baque nas eleições municipais. E daí, adeus pretensões dos nossos políticos paranaenses.
Folha - O senhor nutre um interesse especial pela Segurança?
Khury - Não. Eu tenho interesse pela administração. Eu participo. Dou a minha opinião. A experiência que eu tenho me dá condições de sugerir nomes. A área de Segurança é frágil, não só no Paraná como no Brasil. Não há recursos e a criminalidade aumenta, porque há muitos sem emprego.
Folha - Mas como o senhor justifica tanta influência dentro da própria polícia?
Khury - Eu não tenho, não peço nada. Tenho amigos na polícia. Hoje mesmo estava cheio de coronéis aqui (estavam no café da manhã o coronel Justino Sampaio, comandante do Policiamento Militar da Capital, entre outros PMS e o ex-delegado geral da Polícia Civil, Artur Braga, acompanhado por outros integrantes da cúpula da Polícia Civil do Estado). Eles só me consultam. Na maioria das vezes é para tratar de recursos. Agora, com a votação do Orçamento, me procuram para melhorar as verbas da Polícia Militar e da Polícia Civil. A gente ajuda.
Folha - Entre os nomes ventilados para dirigir a Polícia Civil, qual é o mais preparado na sua opinião?
Khury - Eu não vou citar nomes. Se pedirem minha opinião, eu dou. Mas isso é um ato de confiança do secretário de Segurança.
Folha - E sobre o Dr. Tanure. O senhor acha que ele deve ser mantido no posto pelo governador Jaime Lerner, no segundo mandato?
Khury - Se depender de mim, será mantido. Agora, aí tem implicações políticas. Ele é um homem muito sério, tem tranquilidade para dirigir a Polícia. Nossa polícia é muito boa, tanto que os escândalos são raros e quando acontecem são solucionados imediatamente. Sem recursos fica difícil, pode piorar a situação. (M.K. e L.D.)

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