Rio, 24 (AE) - Começa amanhã (25), em Angra dos Reis, no sul fluminense, a segunda etapa de vacinação dos funcionários da usina de Angra 1 contra a gripe australiana ou supergripe, responsável pela morte de milhares de pessoas nos Estados Unidos e Europa. A Secretaria Estadual de Saúde encomendou 600 doses da vacina para combater o vírus Influenza A/Sydney, causador da doença. Na semana, cerca de 200 funcionários da usina foram vacinados.
A campanha foi desencadeada após duas senhoras recém-chegadas da Alemanha (mulheres de funcionários da usina nuclear) terem apresentado sintomas típicos da gripe como vômitos, falta de ar, tosse e calafrios. Dia 19, o marido de uma delas também ficou sob suspeita de portar o vírus - que já contaminou milhares de pessoas no mundo, principalmente idosos. As identidades das alemães estão sendo mantidas em sigilo, tendo sido divulgadas apenas a idade de cada ma delas: 57 e 62 anos.
As duas moram na Vila Manbucaba, na divisa dos municípios de Parati e Angra dos Reis, e chegaram ao Brasil no dia 11. O secretário de Saúde de Angra, Carlos Vasconcellos, disse que elas desenvolveram a doença durante a viagem. De acordo com o Vasconcellos, todos os funcionários da usina serão imunizados. "A vacinação é só uma medida de precaução, já que os supostos infectados estão bem e sendo tratados em casa", disse. Ele descarta o risco de epidemia. De acordo com Vasconcellos, cerca de 70 alemães trabalham em Angra 1 e viajam constantemente para aquele país. Carnaval - Embora descarte o risco de epidemia, o secretário admite a ocorrência de novos casos durante o carnaval, por causa da grande quantidade de turistas de países atingidos pela gripe que visitam o Estado. "Mas não vejo motivo para antecipar a campanha de vacinação em massa, que ocorre sempre em abril (no outono), porque é muito mais lógico vacinar quando as temperaturas estão mais baixas", afirmou. Para a campanha nacional, o governo federal já encomendou 14 milhões de doses ao Instituto Butantã de São Paulo.
O vírus que infectou as alemãs não pôde ser isolado em laboratório porque a doença já estava em estado avançado de desenvolvimento. A primeira fase da campanha, ocorrida há seis dias, priorizou os funcionários da usina que tiveram contato com mulheres e também pessoas que foram atendidas no ambulatório de Itaorna e no Hospital Praia Brava - locais onde elas foram socorridas. Foram usadas doses que sobraram da vacinação do ano passado.

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