São Paulo, 10 (AE) - A Secretaria de Estado da Saúde anunciou hoje que vai suspender a vacinação em massa contra a febre amarela no Estado de São Paulo. A resolução foi tomada depois da morte da ajudante de tecelagem Katy Cristina Ramos. "Apenas pessoas que forem viajar para áreas de risco devem se prevenir", disse o secretário de Saúde, Jorge da Silva Guedes.
Atualmente, os 42 municípios da região de Campinas eram alvo de campanha maciça de vacinação. Entre as cidades envolvidas estava Americana, onde Katy morava. "Trata-se de um caso raro na história da medicina, e isso nos leva a investigar os motivos de ele ter acontecido", disse Guedes. Segundo ele, foram aplicadas cerca de 2 milhões de doses em toda a região. Destas, aproximadamente 1 milhão faziam parte do lote no qual estava a vacina aplicada na ajudante de tecelagem.
De acordo com o secretário, nenhuma outra pessoa da área
no entanto, chegou a adoecer por causa da versão atenuada do vírus. "Esse caso não muda a nossa concepção de que a vacina é segura", destacou o diretor do Centro Nacional de Epidemiologia
Jarbas Barbosa. Laudos - A secretaria de Saúde planejava estender a campanha de vacinação para a região de São João da Boa Vista, no interior do Estado. Com a nova resolução, a iniciativa fica suspensa até que saiam os laudos finais do Instituto Adolfo Lutz e da Fiocruz.
Segundo o secretário da Saúde, a aplicação de vacinação em massa contra a febre amarela vem sendo adotada desde 1997. A partir dessa época, passou-se a notar um aumento de casos de febre amarela silvestre em várias regiões do País. O mosquito transmissor Aedes aegypti também passou a ser encontrado em várias cidades do Estado.

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