Secretaria suspeita de surto de leptospirose na periferia de BH; um caso já foi confirmado
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quinta-feira, 13 de maio de 1999
Por Ivana Moreira 
Belo Horizonte, 14 (AE) - O bairro Diamante, na periferia de Belo Horizonte, pode estar sofrendo um surto de leptospirose. Quatro pessoas morreram na última semana com os sintomas da doença transmitida pela urina de ratos. Nelson Barbosa dos Santos, de 50 anos, morreu hoje pela manhã. A leptospirose foi confirmada apenas no exame do primeiro morto, Orlando José Dionízio. Os especialistas da Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, estão convencidos de que a causa das quatro mortes é a mesma.
O diagnóstico deverá ser confirmado na próxima semana pela Fundação Ezequiel Dias e o Laboratório Adolfo Lutz, de São Paulo. Outras 14 pessoas estão internadas em hospitais com sintomas semelhantes. As vítimas são parentes ou vizinhas umas das outras. De acordo com os especialistas da fundação, a bactéria detectada nos exames de sangue de Dionízio - a leptospira bavariae - nunca havia sido isolada no País. Apenas 198 casos desse tipo de leptospirose foram registrados no mundo. No Brasil, a bactéria pode ter aparecido em animais, como o tatu, no norte do Pará.
Antes mesmo da confirmação sobre a causa das outras três mortes, a Secretaria de Saúde resolveu intensificar o controle epidemiológico na região, realizando a desratização e a limpeza do bairro. Os técnicos da Zoonose realizaram hoje uma inspeção em cem casas do bairro e encontraram vestígios de ratos em todas elas. A falta de saneamento básico e o lixo acumulado próximo às moradias favorecem a infestação de ratos.


