São Paulo, 07 (AE) - A Secretaria Municipal da Saúde informou hoje suspeitar de mais um caso de dengue autóctone na cidade de São Paulo. O segundo caso também seria de um morador do bairro do Jaguaré, onde foi confirmado o primeiro registro da doença, na semana passada.
A nova suspeita foi investigada a partir de uma visita dos agentes epidemiológicos na região. O exame de sangue feito no morador com suspeita de dengue, vizinho do paciente que teve a doença confirmada, foi positivo. A secretaria aguarda agora a contraprova desse exame, que deve ficar pronta na terça-feira.
Com o primeiro caso de dengue na capital e a suspeita de um segundo, a secretaria instituiu hoje novas medidas para melhorar o trabalho de prevenção à doença. O número de supervisores que estarão trabalhando no bairro do Jaguaré triplicou. "Antes do primeiro caso de dengue autóctone, o município trabalhava com 29 supervisores", anunciou Jorge Pagura, secretário municipal da Saúde. "Agora, estamos trabalhando com 90 supervisores treinados pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen)."
Esta semana, 1.411 casas no Jaguaré foram visitadas pelos agentes epidemiológicos. Nenhum foco do Aedes aegypti, transmissor da doença, foi encontrado. A dengue é transmitida pela picada do mosquito infectado.
Plano de emergência - De acordo com Pagura, essas medidas fazem parte do plano de emergência adotado pela Prefeitura, que está arcando com os custos. A secretaria precisa receber R$ 6 milhões do Ministério da Saúde para o combate à dengue.
Por não ter prestado contas dos R$ 9 milhões já depositados nos cofres do Município (apenas R$ 5,5 milhões foram justificados), o ministério suspendeu temporariamente o repasse. "A Prefeitura está bancando R$ 6 milhões, mas espera ser ressarcida pelo governo federal após a prestação de contas."
Os supervisores farão um trabalho mais intenso na região do Jaguaré. Localidades suspeitas vão ser os principais pontos de supervisão. "Ferro-velho, borracharias, desmanches e terrenos baldios serão fiscalizados", disse Pagura. Esses locais têm entulhos capazes de acumular água, como pneus e latas. "Caso não estejam tomando medidas básicas para impedir a multiplicação do Aedes aegypti, os donos dessas propriedades serão multados."

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