Secretária se defende de críticas
A secretária de Vigilência Sanitária reconhece que no sistema público há falhas no controle dos medicamentos, mas tenta defender-se das acusações de que o governo começou a agir somente depois da morte de pessoas que, sendo portadoras de doenças graves, como o câncer, fizeram uso de remédios falsos. O alerta se dá na hora que acontece o crime, afirma.
Ela admite, no entanto, que o total de 2,4 mil fiscais na Vigilância está longe do número ideal de 10 mil funcionários. Ela espera dispor desse total a partir da transformação da Secretaria em uma agência semelhante a que existe nos Estados Unidos - a Food and Drugs Agency (FDA) - para autorizar a fabricação e fiscalizar a comercialização de remédios.
Marta Nóbrega faz questão de lembrar que o problema da falsificação de medicamentos não é privilégio do Brasil, um país com fraca fiscalização nessa área. Segundo ela, 4% dos remédios falsificados circulam nos Estados Unidos, e 13%, na Europa. Mas a secretária insiste em que a Vigilância está conseguindo cumprir o principal: interromper a circulação de remédios identificados no momento como falsos. A secretária garante que já não há no mercado, por exemplo, qualquer cartela do anticoncepcional Microvlar fabricado à base de farinha de trigo para testar um equipamento de produção de embalagens. O recolhimento de remédio falso é imediato, diz.





