Curitiba - O novo secretário de Segurança Pública, Aramis Serpa, e o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Rodrigo Carstens, informaram ontem que Curitiba e Região Metropolitana serão priorizadas no aumento do efetivo da PM paranaense. Em entrevista coletiva, Serpa destacou que 1.100 policiais militares serão contratados para atender todo o Paraná. O processo seletivo deve ser concluído no final de maio e, após treinamento, esses PMs serão distribuídos nos batalhões da corporação. Depois da coletiva, Rodrigo Carstens disse em entrevista à FOLHA que a distribuição dos 1.100 policiais mencionados pelo secretário vai privilegiar a RMC.
''Uma parte vai para a Capital e outra para o interior. Mas a ideia é priorizar a região de Curitiba'', afirmou o comandante. A distribuição não foi detalhada pela secretaria. Na coletiva, Aramis Serpa também havia dito que, além desses PMs, outros 500 policiais serão contratados emergencialmente para atender Curitiba e Região Metropolitana, a pedido do governador Orlando Pessuti (PMDB). Segundo Carstens, o efetivo do Corpo de Bombeiros do Paraná também será reforçado, com 400 contratações.
Na coletiva, Aramis Serpa destacou que Londrina terá o efetivo policial reforçado, mas não informou em quanto aumentará o número de PMs na cidade e região. ''Londrina é uma cidade importante, uma das maiores do Sul do Brasil. A cidade cresceu muito e vários órgãos não acompanharam esse crescimento. Estamos em fase de conclusão de processo seletivo para contratar mais policiais, e Londrina certamente terá um aumento de efetivo'', disse o secretário.
Serpa, porém, adotou um discurso semelhante ao do seu antecessor, Luiz Fernando Delazari, ao teorizar que aumento de efetivo não representa mais segurança. ''O efetivo é uma preocupação permanente, mas não podemos estar focados somente em aumento de efetivo. Temos que ter uma polícia bem preparada e com salários dignos. Não adianta ter um grande efetivo se ele é mal treinado e mal direcionado'', afirmou Serpa. Sobre a distribuição do efetivo, o secretário apontou que ''o remanejamento será feito para as áreas em que (o problema da falta de segurança) está mais incomodando''.
Durante a entrevista, Serpa negou que o atual delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Sérgio Barroso, seria transferido para Curitiba e a chefia seria assumida pelo delegado Márcio Amaro, de Maringá. ''A princípio, o delegado Barroso continua em Londrina'', disse o secretário.
Questionado sobre a dificuldade da população e da imprensa em terem acesso a balanços estatísticos atualizados sobre ocorrências policiais no Paraná, Serpa afirmou que será feito um estudo sobre a possibilidade de divulgar informações com mais rapidez.

mockup