Secretaria Municipal disse que orientação era acomodar alunos
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terça-feira, 09 de fevereiro de 1999
Por Juliana Junqueira 
São Paulo, 09 (AE) - A Secretaria Municipal da Educação de São Paulo afirma não ter recebido nenhum comunicado informando sobre a dispensa de alunos em algumas escolas da rede por causa da falta de salas de aula. Na segunda-feira, primeiro dia do ano letivo, pelo menos 2 mil crianças ficaram sem assistir às aulas na periferia da região sul da capital.
De acordo com a Assessoria de Imprensa da secretaria, se algum diretor dispensou os estudantes contrariou a orientação dada pelo secretário de acomodar todos os alunos até que as salas emergenciais fiquem prontas. Algumas escolas, no entanto, seguiram a determinação da secretaria e o que se viu foram classes superlotadas.
Esse foi o caso da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Senador José Ermírio de Moraes. Lá, os professores tiveram de pôr três crianças sentadas em duas carteiras. A secretaria informou que já providenciou a aquisição de 10 mil carteiras para resolver esse problema. As escolas ainda não as receberam.
Em relação aos prédios que apresentam problemas de falta de estrutura - como a Emef José Bento de Assis, que teve as grades arrancadas -, a secretaria iniciou hoje um levantamento sobre os reparos necessários para reformar as escolas.
Por enquanto, as crianças esperam pelo término das obras de 124 salas emergenciais, que está previsto para o fim de fevereiro. Outros alunos ainda terão de aguardar até o fim de março, data prevista para a conclusão das 17 escolas emergenciais que, juntas, comportarão 176 classes. A secretaria ainda aguarda a resposta da Secretaria de Estado da Saúde sobre a doação de um prédio abandonado na região sul de São Paulo para ser transformado em uma escola.


