Secretaria muda protocolo para diagnóstico da gripe A
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Marcela Rocha Mendes e Diego Ribeiro<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - As determinações sobre quem deve ser submetido ao exame que identifica a infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) mudaram. Somente doentes respiratórios graves e pacientes classificados dentro dos critérios de risco farão a coleta de secreção nasofaríngea para pesquisa da doença. A orientação partiu do Ministério da Saúde, mas já começou a ser seguida ontem pela Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.
Os pacientes que passarão pela investigação serão aqueles que, além dos sinais da gripe comum, tenham sintomas de doença grave do aparelho respiratório alteração respiratória, queda de pressão, vômito e desidratação. Gestantes, idosos, menores de 5 anos, portadores de doenças pré-existentes e quem apresentou os sintomas, após ter contato próximo com pacientes que morreram em decorrência de doença respiratória grave compatível com a gripe A, também farão a avaliação.
Além de serem submetidos ao exame, esses dois grupos receberão medicação antiviral específica e, dependendo do caso, serão encaminhados para internamento hospitalar. No entanto, independente do resultado do exame, todos os casos suspeitos são tratados como sendo de gripe A, ou seja, submetidos a isolamento domiciliar de sete dias e, os raros casos especiais, levados para hospitais e medicados com antiviral.
Essas medidas fazem parte de um novo protocolo formulado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) que só deve ser oficializado com os municípios paranaenses na próxima semana. Segundo a assessoria de imprensa da Sesa, as novas orientações englobarão outras medidas, como de assistência à saúde.
Prevenção nas estradas
Preocupada com a vulnerabilidade dos caminhoneiros, a Federação Nacional dos Caminhoneiros Autônomos (Fenacam) iniciou, por conta própria, algumas medidas de orientação sobre a gripe A. Para o presidente da instituição, Diumar Bueno, a classe representa um grupo de risco pelos trabalhadores terem contato com várias pessoas e viajarem longas distâncias, inclusive para outros países onde há mais ocorrência da doença.
A federação tem distribuído cartilhas e cartazes com orientações básicas sobre as maneiras mais eficientes de se prevenir do vírus H1N1. Além disso, um kit com máscaras e gel antisséptico é entregue aos caminhoneiros que viajam para locais de maior risco de contaminação.


