Secretaria muda esquema de policiamento especial na capital
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 23 (AE) - Uma análise feita pelas polícias Civil e Militar dos 52 assassinatos registrados no fim de semana na capital e do número reduzido de criminosos presos levará as autoridades da Secretaria da Segurança Pública a mudar, em parte, o esquema de policiamento especial em alguns pontos da capital, como as zonas sul e leste. A maioria dos homicídios do fim de semana ocorreu em Santo Amaro, 18 (zona sul), Itaquera, 8 e São Mateus, 11 (zona leste).
Pelo levantamento da Secretaria da Segurança, nos últimos quatro fins de semana a região de Santo Amaro registrou 72 homicídios; São Mateus, 48; Itaquera, 37; a zona oeste, 31; a norte, 23; a sul, 20; a leste, 9; e o centro, 8.
Os policiais civis e militares a partir da próxima sexta- feira serão orientados a agir em pontos predeterminados, onde a incidência de homicídios foi grande no fim de semana que passou. A ação chamada pela polícia de "cavalo doido" (carros percorrem ruas e avenidas sem direção certa) não deverá mais ser realizada. Uma das providências será o reforço do policiamento a pé, com equipes percorrendo bares nos bairros apontados pela estatística como os mais violentos.
Os policiais estarão em busca de armas, ladrões e traficantes. O secretário da Segurança, Marco Vinício Petrelluzzi, declarou que a polícia vai continuar nas ruas. O contingente recrutado para este plano especial será utilizado até o dia 4 de abril.
Petrelluzzi acredita que, aos poucos, o esquema será aperfeiçoado e permitirá a redução da violência. Ele espera que o sistema vire rotina na prevenção dos crimes. "Não será em 15 dias que vamos mudar uma situação de muitos anos", advertiu.
Números - Amanhã (24), as duas polícias deverão reunir-se para discutir o trabalho executado na semana passada. Na pauta, as medidas a ser adotadas na próxima semana.
O contingente empregado nas ruas no fim de semana - da noite de sexta-feira à manhã de segunda - foi de 4 mil policiais militares e quase mil policiais civis. A PM informou ter revistado 18 mil pessoas, encaminhado mais de 2 mil para os distritos e autuado 53 por porte de armas e de drogas. O número de armas apreendidas pela Polícia Militar, 39, foi considerado pequeno.


