Secretária justifica o Bolsa Família
Curitiba- A secretária nacional de Assistência Social, Márcia Lopes, órgão ligado ao ministério, teve que explicar, ontem em Curitiba, o funcionamento do Bolsa Família, programa que está sendo implantado pelo governo federal em substituição aos programas de transferência de renda existentes Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Vale Gás e Cartão Alimentação. Alguns setores, inclusive os ligados ao governo, afirmam que, com o fim do Bolsa Escola, o governo não conseguirá fiscalizar a frequência das crianças nas escolas. Essa era a principal condição para que a família recebesse o benefício.
''O que o governo fez foi unificar os programas. Antes, tinha família que recebia por um programa, outras por três. Mas as condicionantes continuam sendo as mesmas. A família que receber tem que provar que os filhos estão na escola, tem que mostrar a carteira de vacinação das crianças'', disse. Com o cadastro único, de acordo com ela, o pagamento médio por família também aumentou de cerca de R$ 15 a R$ 45 para R$ 78.
Nos últimos seis meses, o número de famílias atendidas pelo programa subiu de 3,7 milhões para 4,5 milhões. Com essa expansão, o governo atinge 41% da meta que é levar o programa a 11,2 milhões de famílias até 2006. Os recursos mensais destinados ao Bolsa Família aumentaram 18,5%, passando de R$ 265,7 milhões em março, para R$ 315 milhões em agosto. Nesses valores, estão incluídas as famílias migradas do Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Vale Gás e Cartão Alimentação.
O Bolsa Família foi tema de teleconferência, transmitida para todo País, via satélite, do auditório da Embrapa em Brasília. O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, fez a abertura da teleconferência, realizada para explicar aos gestores estaduais e municipais o funcionamento do processo de migração dos beneficiários dos antigos programas de transferência de renda para o cadastro único do Bolsa Família. (M.G.)





