Secretaria inicia campanha contra poluição sonora no Rio
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quinta-feira, 16 de setembro de 1999
Por Roberta Pennafort, especial para a AE 
Rio, 17 (AE) - A barulhenta Cinelândia foi o local escolhido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio para iniciar uma campanha educativa contra a poluição sonora. Cerca de 66% das reclamações encaminhadas à Secretaria são de barulho e os campeões de abusos são os bairros de Copacabana, Tijuca e Jacarepaguá. As multas podem chegar a R$ 2,5 mil.
O decreto municipal nº 5.412/85 estabelece níveis máximos de ruídos para diferentes bairros e períodos do dia. Das 7 às 22 horas, o limite é de 70 decibéis, o que equivale ao barulho de um carro em movimento. No período noturno - das 22 às 7 horas -, o máximo é de 50 decibéis, equivalente ao som de umtelevisor ligada em volume baixo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o ouvido humano tolera até 120 decibéis.
A maioria das reclamações feitas ao Disque-Barulho, que recebe as denúncias, é sobre templos religiosos. O fiéis exageram no volume das orações e perturbam vizinhos. No posto da Secretaria montado hoje na Cinelândia, quase a metade das reclamações era contra os templos. Bares, restaurantes, escolas de samba, academias de ginástica e templos religiosos são visitados por fiscais.
Constatado o excesso de ruído, o dono do estabelecimento é intimado pela Secretaria e é solicitada a adaptação aos níveis estabelecidos pelo decreto. Caso o responsável não resolva o problema, o local - bares, restaurantes, escolas de samba, academias de ginástica e templos religiosos - é multado. As multas começam em 627 Ufirs (R$ 608) e chegam a 2.580 Ufirs (R$ 2.502).


