Rio, 13 (AE) - A secretária do presidente da Associação Rio Contra o Crime, Rosemeri Dias de Abreu, de 29 anos, foi assassinada ontem (12) à noite, com seis tiros, no jardim de sua casa, em São Gonçalo, no Grande Rio. O advogado Octávio Gomes, que preside a entidade desde agosto, apontou como suspeito do crime o comerciante Rubens Nunes da Silva, de 45 anos, vizinho da vítima.
O delegado Uzias Vasconcelos, titular da 73ª Delegacia de Polícia (Neves, em São Gonçalo), afirmou que vai chamar o comerciante e parentes para depor. "A hipótese levantada pelo advogado será investigada", afirmou.
Rosemeri foi morta por dois homens, que chegaram a sua casa por volta das 23h de ontem com um buquê de flores. Segundo Gomes, a mãe da secretária, Neuza, abriu a porta e disse que Rosemeri estava dormindo, mas eles recusaram-se a deixar as flores e pediram que chamasse a filha. Neuza teria desconfiado e chamado um de seus dois filhos, quando foi empurrada. Rosemeri acordou com o barulho e, quando apareceu, foi baleada no rosto. No chão, levou outros cinco tiros - mais um na cabeça. Os criminosos fugiram em um Voyage branco, sem placas.
Gomes acredita que Silva, dono de uma padaria na mesma rua da casa da vítima, seja o mandante do crime. A ex-mulher do acusado, Mara Lúcia Souza da Silva, é cliente de Gomes, que a defendeu no processo de separação do marido e de pedido de pensão alimentícia. Ela foi levada ao escritório do advogado por Rosemeri, que trabalhava no escritório de Gomes havia oito anos. Segundo o presidente da Associação Rio Contra o Crime, o comerciante, por não aceitar a separação, já o havia ameaçado durante audiência na 2ª Vara de Família de São Gonçalo, em maio. "Ele já havia ameaçado também a Rosemeire", afirmou.

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