Secretaria do AC monta esquema para prender acusados
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terça-feira, 21 de setembro de 1999
Por Edmilson Ferreira (especial para a AE) 
Rio Branco, 22 (AE) - O anúncio da possível prisão do deputado federal Hildebrando Pascoal (sem partido-AC) gerou um clima de tensão e muita boataria em Rio Branco. A notícia de um atentado a tiros de escopeta ao traficante identificado como "Tica", suposta testemunha da Procuradoria-Geral da República no dossiê que aponta o deputado como mandante e autor de vários crimes e chefe do tráfico de drogas, não foi confirmada pelas autoridades policiais.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado montou um esquema especial para efetuar a prisão dos policiais civis e militares envolvidos com o narcotráfico e com os grupos de extermínio. A secretária Salete Maia evitou dar detalhes da operação. "Mas, tenha certeza, não estamos despreparados não", disse a secretária.
O governador Jorge Viana (PT) não mandou aumentar o efetivo de homens que fazem a segurança pessoal dele. "O esquema de segurança é o mesmo de sempre", disse o governador, por intermédio do jornalista Aníbal Diniz, assessor de Imprensa, que vê o atual momento político e social do Acre como parte da proposta de reforma implementada pelo governo petista.
A Polícia Federal (PF) investiga denúncias de que traficantes da região conhecida como Baixada, que abrange dez bairros em Rio Branco, estejam ameaçando traficantes de outros locais a fim de intimidar possíveis testemunhas do caso Pascoal. A Baixada, segundo a investigação conduzida pelo procurador Luís Francisco de Souza, é uma região controlada por traficantes ligados ao grupo de Pascoal.
O procurador da República Roberto Santoro passou a manhã de hoje em reunião na sede da Justiça Federal. Santoro estava encarregado de acompanhar o processo de prisão de 28 suspeitos citados no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara dos Deputados.


