Rio, 24 (AE) - O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio, coronel Josias de Oliveira, afirmou que o Departamento Jurídico da secretaria está estudando dispositivos e sanções para ser aplicados aos bancos que não investirem na segurança das agências. Ao lado do subsecretário Luiz Eduardo Soares, Oliveira recebeu hoje representantes do Sindicato dos Bancários, que apresentaram um dossiê, apontando os principais problemas relativos à segurança bancária. No documento, há ainda sugestões que podem ser adotadas para a melhoria da situação.
Amanhã (25), o secretário reúne-se com as empresas que fazem serviço de vigilância em agências bancárias. Ele convidou os representantes dos bancárips para participar desta reunião. Para ele, que promoveu um encontro com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), o sistema de segurança tem de ser revisto. Dois pontos, vistos como fundamentais, serão cobrados: um maior investimento nos equipamentos de imagens - considerado vunerável pelo secretário - e um sistema de alarme mais eficiente. O secretário acha que os alarmes devem ser conectados à polícia. Paralelo às exigências que serão cobradas dos banqueiros, a polícia vai realizar um sistema de treinamento de pessoal.
Entre os ítens que compõem o dossiê elaborado pelo Sindicato dos Bancários, estão a obrigatoriedade de instalação de portas giratórias, com dispositivo para detectar metais, e a instalação de câmeras de vídeo, que também devem ser colocadas em postos de atendimento.
Os diretores do sindicato ainda entregaram uma cópia do projeto da deputada estadual Heloneida Studart (PT), aprovado na íntegra, que obriga a colocação de equipamento de imagens em bancos. Diretor do Sindicato dos Bancários, Eduardo Correia ressaltou o fato de que os postos de atendimento têm uma segurança deficitária - em geral, eles têm apenas um vigilante.
Dados da Secretaria de Segurança atestam que 46% dos assaltos são praticados por menos de três ladrões. Para o secretário, isto demonstra como houve uma "banalização" de roubos a bancos. "No passado, esta era uma prática realizada por quadrilhas, mas hoje, uma ou duas pessoas roubam uma agência sem dificuldades", observou. Oliveira disse ainda que a secretaria passará a divulgar quais são os bancos mais roubados.
Em 1998, por exemplo, o Banco Real foi o campeão, com 65 assaltos, seguido do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), com 40.

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