Arquivo FolhaFalta de informaçãoArmando Raggio: ‘‘O que existe é uma grande falta de informações sobre o procedimento médico. É esta falha que nós queremos resolver’’O secretário estadual da Saúde, Armando Raggio, irá determinar a realização de um ‘plebiscito’ nos próximos meses para saber a opinião dos paranaenses sobre a lei de doação presumida de órgãos. A lei, que entrou em vigor a partir do dia 1º de janeiro, transformou todos os brasileiros em doadores espontâneos de órgãos e tem gerado polêmica entre as pessoas que temem que seus órgãos sejam retirados precocemente. ‘‘O que existe é uma grande falta de informação sobre o procedimento médico nos casos de transplante, e é justamente esta falha que nós queremos resolver’’, disse o secretário.
Na pesquisa de opinião coordenada pela secretaria da Saúde, deverão ser ouvidos grupos de moradores de várias regiões do Estado para medir o grau de aceitação e de informações sobre a lei. Segundo Raggio, o ‘plesbicito’ deverá receber o apoio do ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, que já foi comunicado do projeto. O secretário aguarda apenas uma decisão oficial do governo do Estado para iniciar a pesquisa.
Além de questionar o porquê da resistência ou da aceitação da doação de órgãos, os pesquisadores da Secretaria da Saúde irão catalogar as principais dúvidas dos paranaenses sobre a lei. Segundo a coordenadora da Central de Transplantes do Paraná (CTP), Cristina Von Glehn, há pessoas que só concordam em doar órgãos de forma espontânea. ‘‘Existem alguns comportamentos que precisam ser entendidos e respeitados para que a lei seja melhor aplicada’’, diz.

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