Brasília, 13 (AE) - A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Lytha Spindola, informou hoje, após haver participado de reunião com o novo ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, que o governo continua trabalhando com afinco para obter superávit da balança comercial no final deste ano. A secretária não quis se manifestar sobre a possibilidade de o País alcançar ou não um superávit de US$ 1,5 bilhão até o final de dezembro, conforme ficou acertado no acordo com o Fundo Monetário Internacional. "Não queremos falar sobre esta matéria. Continuamos trabalhando com afinco para obter um superávit. Comércio exterior é prioridade para o governo de qualquer país do mundo", disse.
Lytha Spindola informou, entretanto, que ainda nesta semana terá uma reunião com a diretora-adjunta do FMI para o Hemisfério Ocidental, Teresa Ter-Minassian, que está chefiando missão técnica do Fundo que se encontra no Brasil desde a sexta-feira passada. A missão do FMI veio colher informações sobre o desempenho da economia brasileira e o cumprimento das metas prometidas pelo governo no acordo firmado com o Fundo no final do ano passado. No início desta semana, no entanto, a secretária de Comércio Exterior disse que as declarações do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, de que teria que haver um a revisão para baixo na meta de alcançar um superávit de US$ 1,5 bilhão, estavam tecnicamente corretas.
A revisão da meta traçada de US$ 1,5 bilhão, segundo Lytha Spindola, se tornou necessária em função do déficit de US$ 181 milhões registrado na balança comercial no mês de agosto passado, por exemplo. Lembrou que existem fatores que fogem ao controle interno, como a queda do preço das commodities e do aumento nos preços do petróleo. O aumento de 15% nos preços do petróleo, que fez com que o barril do produto passasse a custar US$ 23, elevou os gastos com a importação do produto em 36% em agosto último. Observou , contudo, que já há uma melhora no cenário internacional para as exportações brasileiras, especialmente com o reaquecimento da economia de alguns países asiáticos.

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