Secretária de advogado da máfia dos precatórios é presa
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de julho de 2006
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Mais uma acusada de participação numa suposta quadrilha de advogados da área previdenciária e que teria movimentado milhões de reais em precatórios trabalhistas devidos pelo governo do Estado a funcionários públicos foi presa esta semana. Dirce dos Santos Ferreira era secretária do advogado Carlos Alberto Pereira, acusado de chefiar a chamada máfia dos precatórios.
A secretária seria uma das responsáveis pela intimidação de testemunhas que foram chamadas para depor no Núcleo de Repressão ao Crime Organizado (Nurce) e nas Varas da Fazenda Pública. Todas as testemunhas funcionários públicos, herdeiros e pensionistas se diziam enganadas por Pereira. Algumas teriam recebido menos do que deveriam. Outras não teriam recebido nada.
Dirce procurou a Polícia Civil voluntariamente e prestou esclarecimentos no inquérito policial. Ela estava com a prisão temporária de cinco dias decretada pelo juiz Pedro Luís Sanson Corat, da Vara de Inquéritos de Curitiba, e ainda estava foragida. Ela teria conseguido fugir da prisão no dia em que a polícia cumpriu os mandados nos escritórios de Pereira no Bom Retiro e no Centro.
O Nurce pediu a prisão preventiva de Dirce, que foi negada. O Ministério Público (MP) Estadual opinou que a preventiva deveria ser melhor embasada, se houvesse a necessidade de mantê-la presa. Ainda ontem, o Nurce pediria as prisões prevetivas de alguns dos outros presos investigados no inquérito. Entretanto, ainda não havia definido ainda quais deveriam ser soltos e quais deveriam permanecer presos.
Além de Dirce, estavam presos: o advogado Messias Alves de Assis (que atuava na defesa de Pereira), os empresários Olorbi dos Santos Pinheiro e José da Silva (que seriam laranjas, dando nome para atuação de uma empresa que comprava precatórios), e a secretária Joana Anelise Ludwig.
Carlos Alberto Pereira ainda não foi localizado pela polícia, que tenta negociar a apresentação dele com os advogados. A Folha tentou contato ontem com os quatro advogados dp Escritório Sanches & Rios Advocacia Criminal. A secretária informou que por enquanto ninguém está dando entrevistas à imprensa.


