São Paulo, 01 (AE) - A Secretaria da Previdência Complementar deve anunciar nesta quarta-feira o seu parecer sobre o novo plano de previdência dos funcionários do Banespa admitidos até maio de 1975. O banco entregou à SDE o novo plano com uma importante modificação: o reajuste anual das aposentadorias pelo IPG. O modelo atual prevê que as aposentadorias tenham a mesma correção dos funcionários da ativa estabelecida no dissídio.
O presidente do Banespa, Eduardo Guimarães, disse hoje que foi revista a provisão de R$ 3,2 bilhões para o passivo previdenciário da instituição referente aos funcionários contratados até 1975. Em 25 de janeiro último, a estimativa preliminar era de uma revisão em até 10%. Ele não quis adiantar o valor, afirmando que o balanço anual a ser divulgado ainda em fevereiro deverá apontar com precisão a nova provisão. "O Banespa está preparado para a privatização e não há esqueletos no armário", garantiu.
O leilão de privatização, marcado para o dia 16 de maio, vai se realizar na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. De acordo com o presidente da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), Alfredo Rizkallah, afirmou que, na negociação para a formação do centro de liquidez de ações nacional em São Paulo, ficou garantido que a Bolsa do Rio realizaria o leilão de venda.
A Bolsa do Rio se especializará no mercado secundário de títulos públicos, mas enquanto esses negócios não entram em operação a entidade carioca sobreviverá com os leilões de privatização.
O presidente do Banespa disse ainda que se trata de uma exigência legal a venda de um lote de ações a pequenos e médios produtores rurais e urbanos, funcionários e acionistas minoritários do banco. Guimarães disse que a legislação prevê a oferta pública antes do leilão de privatização do Banespa marcado para 16 de maio. "Se não houver interesse dos investidores, o Tesouro ficará com as ações pelo mesmo preço ofertado para o governo do Estado."
O lote à venda sairá por R$ 188,3377 por lote de mil ações. Esse preço é igual ao que o governo federal pagou no ano passado por 30% do capital que ainda estava nas mãos do Estado de São Paulo. No mercado acionário, no entanto, as ações estão cotadas em torno dos R$ 60,00 por lote de mil.

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