Os recursos destinados ao combate à miséria em Londrina são, segundo a Secretaria de Ação Social, maiores que as verbas disponibilizadas pelo Estado e União. Do orçamento anual do município, segundo a secretária Maria Luiza Rizotti, 12% são destinados às políticas sociais, sendo 6% aplicados em programas para atendimento à criança e ao adolescente e o enfrentamento da pobreza.
Conforme a secretária, neste ano houve uma redução dos valores repassados pelos governos estadual e federal. A prefeitura teve que assumir a distribuição das cestas básicas do Programa Estadual ‘‘Da rua para a escola’’, cujos recursos estão bloqueados desde o início do ano. ‘‘A responsabilidade total está caindo para os municípios’’, lamenta Maria Luiza. O programa atende a 200 famílias.
Pesquisa feita pela Ação Social mostra que há no município 41 mil famílias cuja renda familiar é inferior a dois salários mínimos. Há ainda 13 mil pessoas sem renda alguma.
Na visão do prefeito Nedson Micheleti (PT), o uso de políticas integradas buscando a promoção da pessoa é a melhor ação no combate à miséria. Ele cita como exemplo o programa bolsa-escola municipal que atende a 450 famílias em condição de extrema pobreza. Cada uma recebe R$ 100,00 por mês. Além desse recurso, as pessoas assistidas são integradas a outros programas, como geração de renda, saúde e educação.
Micheleti destacou que estão sendo elaborados projetos, a serem implantados até o final do ano, de combate à fome nos bolsões de miséria com a produção e distribuição de alimentos a baixo custo. E de ações direcionadas ao resgate da cidadania através de iniciativas ligadas à cultura, lazer e esporte. (Célia Guerra)

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