Secretaria afirma que carta antiga é alarme falso
Curitiba- Entre as fontes do documento estaria a degravação de uma escuta telefônica feita em um telefone celular usado pelo preso Gilmar Ribeiro da Silva, que cumpre pena na PCE. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Justiça (Seju) admitiu a existência do documento, mas se recusou a falar sobre o tema. O documento teria vazado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que deveria ser a responsável pelas informações à imprensa.
A Sesp informou por nota oficial que as forças policiais especializadas e o Departamento de Inteligência estão em alerta máximo e trabalham ininterruptamente na tentativa de evitar que aconteçam no Paraná ações similares às cometidas em São Paulo por facções criminosas. Preventivamente, a Secretaria da Segurança determinou reforço policial em alguns locais estratégicos e todos estão atentos para qualquer movimentação dessas facções no Estado.
Em nota encaminhada ontem, a Sesp disse que ''é antigo'' o documento divulgado pela imprensa a respeito de um alerta sobre a possível movimentação de facções criminosas no Paraná. ''A carta foi produzida à época dos ataques criminosos na capital paulista e todas as providências foram tomadas pela Polícia do Paraná para evitar toda e qualquer atitude criminosa no Estado. Já está comprovado, através de investigações, que as ameaças foram um alarme falso'', afirmou a secretaria, na nota.
Há um mês, a Folha divulgou com exclusividade os dados preliminares do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas que indicavam que o Paraná não apenas abrigava em seus presídios integrantes do PCC como também funcionava como a porta de entrada de armas para facções criminosas (PCC e Comando Vermelho) através da fronteira com o Paraguai.
''Tem um braço do PCC no Paraná. Nesses deslocamento de um presídio para o outro, a organização criminosa chegou ao Estado. Todos sabemos que ela existe e, por isto, estamos pedindo um detalhamento da ação criminal dessas organizações no Paraná'', pontuou na oportunidade o deputado federal Eduardo Sciarra (PFL), suplente da CPI do Tráfico de Armas na Câmara Federal.(L.P.)





