Belo Horizonte, 09 (AE) - A Secretaria de Saúde de Belo Horizonte informou, no início da noite, que abriu sindicância para investigar a morte de Vitor Silvestre, o nono recém-nascido que morreu na cidade este ano - e o sexto, nos últimos 40 dias - sem que a família encontrasse vaga em um CTI neonatal da rede pública. Segundo o secretário Maurílio Malaguth, os dados coletados indicam que a criança tenha morrido em razão de problemas de atendimento na própria maternidade onde nasceu. A suspeita é de que os médicos demoraram para transferí-lo para um centro de saúde melhor equipado.
"Após o nascimento da criança, se ela estava grave, tinha que ser acionado um hospital de maior porte", disse o secretário. Familiares da mãe de Vitor, Walquíria Silvestre, disseram que a equipe que a atendeu demorou para fazer o parto. "Eu acho que foi negligência médica, porque eles deveriam ter feito a cesariana logo, mas demoraram e acabaram fazendo o parto com fórceps", disse a avó de Vitor, Angelina Pereira Chaves. O diretor-administrativo da maternidade, Paulo Max, negou que tenha havido qualquer tipo de falha, mas disse que também está investigando o caso.

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