"Seca verde" ameaça safra de milho e feijão no Rio Grande do Norte
Natal, 03 (AE) - As lavouras de milho e feijão do Rio Grande do Norte estão comprometidas prela chamada "seca verde" e devem registrar uma perda de 70% na safra. A informação é da secção estadual do IBGE. O ano de 99 é o segundo consecutivo a ter forte estiagem no Rio Grande do Norte. A "seca verde" acontecee nas áreas em que as chuvas ocorrem de forma irregular e em milimetragem insuficiente para a prática agrícola, embora a terra pareçar verde. A terra não fica rachada, mas as plantas só crescem até determinado ponto e depois morrem sem dar frutos.
Minoru Wake, supervisor estadual de Pesquisa Agropecuária do instituto, confirma que as previsões não são nada boas para a agricultura potiguar. Em 1998, os agricultores do Estado reservaram 153 mil hectares para a colheita. Desses, 67 mil foram destinados à cultura de feijão. A perda foi de 69%. Em 99, a área reservada para a produção da agricultura do Estado
foi de 154 mil hectares. Wake acrescenta que a estimativa de colheita deve ser ainda mais frustrante, atingindo também o milho e outras culturas.
O supervisor lembra que dois outros problemas atrapalham a agricultura norte-rio-grandense, além da seca verde: poucas sementes disponíveis e falta de financiamento. Na região oeste do Estado, os agricultores que plantaram confiando nas chuvas de janeiro e fevereiro perderam tudo.





