O risco de ocorrer um incêndio no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, é considerado elevado porque não chove na região há 24 dias. Para prevenir a ocorrência de uma queimada, a administração do parque, em parceria com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Florestal, está trabalhando na manutenção dos aceiros e tentando, através da distribuição de folders, conscientizar os visitantes e motoristas que passam pela rodovia que corta o parque para que evitem jogar cigarro aceso e garrafas no local. O vidro, quando exposto aos raios solares, também pode provocar o início de uma queimada.

O último incêndio no parque foi em junho do ano passado, quando foram queimados 491 hectares de campos, uma das maiores destruições provocadas pelo fogo em Vila Velha. O fogo, que chegou próximo da área dos arenitos, a mais visitada do parque, foi provocado por uma andarilha, que resolveu fazer uma fogueira para se aquecer à noite.

O risco de incêndios este ano é maior porque as temperaturas estão se mantendo mais elevadas que no inverno do ano passado. Além disso, o índice de chuvas também diminuiu. Entre junho e julho do ano passado choveu 270,5 milímetros enquanto esse ano o índice foi de 239,7 milímetros no mesmo período (quase 30 milímetros a menos).

O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Eduardo Araújo, conta que na semana passada foram registrados dois focos de incêndio em áreas vizinhas ao parque. ''Estamos fazendo rondas constantes para evitar que um foco destes se alastre'', salienta. Além disso, ele pede a colaboração da população, sejam visitantes, fazendeiros ou motoristas que circulam pela região, para evitar atos descuidados que possam provocar um novo incêndio de grandes proporções.

Segundo Araújo, apesar de grande, o incêndio do ano passado não foi mais desastroso porque atingiu somente as áreas de campo, onde a vegetação se recupera com mais facilidade. A fauna e a flora da região, de acordo com Araújo, já estão recompostas.

No Parque Estadual do Guartelá, no município de Tibagi (101 km ao norte de Ponta Grossa), não houve registro de incêndios nos últimos dois anos. Segundo o Corpo de Bombeiros de Castro, que monitora a região, foram registrados alguns focos em fazendas vizinhas, contidos a tempo de evitar a queimada dentro da área do parque.

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