Florianópolis, 11 (AE) - A agricultura contabiliza um prejuízo de R$ 90 milhões em função da estiagem que atinge 68 municípios do Oeste e Meio-Oeste catarinense. De acordo com o secretário do Desenvolvimento rural e Agricultura, Odacir Zonta, a seca provocou uma quebra de 8% nas lavouras de milho e 35% na cultura do feijão.
Para este ano, estavam previstos 205 mil toneladas para a safra de feijão, mas 70 mil estão perdidas. Para o milho, a estimativa era de mais de 3 milhões de toneladas e a perda passa as 240 mil. De acordo com a Defesa Civil, 15 municípios decretaram situação de emergência.
A avicultura e a suinocultura são outras atividades prejudicadas com a falta de água, mas o governo ainda não tem uma estimativa do prejuízo nesses setores. Segundo o secretário, na tentativa de contornar os prejuízos, as prefeituras estão disponibilizando caminhões-pipa para ajudar no abastecimento das granjas e nas criações de suínos.
No início da semana, o governo também começou enviar equipamentos como retroescavadeiras, perfuratrizes e caminhões-pipa para auxiliar os municípios atingidos.
Acompanhado de técnicos da Defesa Civil, o governador Esperidião Amin (PPB) estará amanhã (12) percorrendo toda a região.
A chuva que caiu na madrugada de ontem (10) para hoje "reaqueceu a esperança de preservar a lavoura pelo menos por uns seis dias", calcula o secretário do Desenvolvimento Rural e Agricultura do Estado. Segundo ele, das 85 mil propriedades agrícolas do Oeste catarinense, mas de 50 mil foram atingidas. Em alguns municípios, como Seara, não ocorrem chuvas significativas há mais de 90 dias.

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