Caapiranga, AM - Gasolina, diesel, gêneros alimentícios, remédios, entre outros produtos, só chegam a Caapiranga (AM) por meio dos rios. O abastecimento parte de Manaus, que fica a 222 km da cidade.
Caapiranga é um dos cinco municípios do Estado isolados pela seca que diminuiu o nível de rios da Amazônia. O Solimões, que banha a cidade, registrava ontem 92 cm de profundidade em Tabatinga - o normal são 12,30 m.
A gasolina subiu de R$ 2,50 para R$ 3, e o diesel passou de R$ 2 para R$ 2,30. ''Aumentou tudo: gasolina, cebola, tomate, leite. Está muito difícil'', disse o professor Raimundo Áldino Cleto da Silva.
O dono do posto de combustível, José Almir Reis, de 45 anos, disse que a gasolina aumentou devido à dificuldade de trazer o produto nas embarcações. Antes da seca, o posto era abastecido três vezes na semana. Passou a receber o combustível apenas uma vez na semana. ''Só podemos trazer 400 litros em cada viagem'', disse Reis.
Anteontem uma embarcação conseguiu chegar à cidade trazendo gêneros alimentícios para o único supermercado local. Com os custos do transporte, o quilo do frango aumentou de R$ 3,50 para R$ 3,80; a cebola, de R$ 2,50 para R$ 3. Não há leite. Uma garrafa de 600 ml de água mineral custa R$ 1.

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