SEC oferece exportação no Mercosul a pequenas e médias empresas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de setembro de 1999
Por Regina Cardeal 
São Paulo, 29 (AE) - A constituição de uma empresa na Argentina pode ser a mais eficiente forma para as pequenas e médias companhias brasileiras conseguirem exportar para o país vizinho. Esse é o objetivo da recém-lançada SEC (Silex Export Center), uma associação entre a Silex Trading e o Center Group.
A empresa, em território argentino, reuniria em consórcio os exportadores brasileiros e, como empresa argentina de capital estrangeiro, poderia conseguir licença como se fosse um importador único. Isso eliminaria boa parte dos entraves burocráticos para as vendas ao principal parceiro do Brasil no Mercosul, explica Gustavo Segré, presidente do Center Group e diretor da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira, de Buenos Aires.
Além disso, ao exportar para si mesmo, a empresa elimina o intermediário e pode reduzir o preço do produto ou aumentar a margem de lucro, diz Segré. A iniciativa pode aumentar a participação, até agora muito limitada, das pequenas e médias empresas na pauta exportadora do País, afirma Roberto Gianetti da Fonseca, presidente da Silex Trading.
Dados da Funcex (Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior) mostram que, de um universo de 14 mil empresas registradas como exportadoras, apenas 280 respondem por 80% das vendas ao Exterior. Para fazer parte do consórcio da SEC, os exportadores terão de pagar um valor fixo de US$ 1.000 por mês, mais um percentual sobre o faturamento.
Em contrapartida, a empresa oferecerá um escritório comercial na Argentina, com custos menores do que o de locação, a possibilidade de operaração sem a obtenção de carta crédito e o registro dos produtos junto aos órgãos governamentais. A empresa também vai sugerir o valor FOB para o produto a ser exportado, com base nos preços da concorrência local.


