Sean diz ter rompido com a avó brasileira
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sexta-feira, 27 de julho de 2018
Folhapress 
São Paulo - O menino Sean Goldman já não é uma criança. Aos 18, Sean, que na década passada foi figura central de uma disputa judicial entre suas famílias dos EUA e Brasil, já dirige, trabalha e faz faculdade no país em que vive com o pai desde dezembro de 2009. Em entrevista à revista Veja, o adolescente falou que rompeu com a avó materna, a brasileira Silvana Bianchi - a mãe, Bruna, morreu durante o imbróglio -, e que também não fala com o padrasto. "Ele nunca mais me procurou." Na época, o caso suscitou até mesmo ameaças de sanções econômicas por parte do governo norte-americano e chegou a ser discutido em encontro entre os então presidentes Barack Obama e Lula.
Sean mora no Estado de Nova Jersey, na costa leste dos EUA, com o pai, David Goldman. Fez 18 anos em maio - a maioridade lhe dá o direito de decidir com quem ficar, mas ele não aparenta ter dúvidas -, completou o ensino médio, cursa administração, dirige um SUV (modelo de carro que mescla robustez com design esportivo) e trabalha em uma marina.
O rapaz diz ter sido vítima de alienação parental por parte da família brasileira. Bruna, a mãe, veio de férias para o Rio com ele, então com 4 anos, e, no Brasil, ligou para David dizendo que estava pedindo o divórcio, o que originou toda a disputa por sua guarda. O caso teve decisão após mais de cinco anos, em dezembro de 2009, com Gilmar Mendes decidindo pela devolução do garoto ao pai. "Faço terapia desde então", diz Sean.
Um acordo permitia que sua avó Silvana o visitasse até ele completar 16 anos, segundo ela, por apenas uma hora e sempre acompanhada de uma psicóloga -"não havia possibilidade de intimidade", diz ela à Veja.
Sean afirma que leu entrevista em que ela diz não tê-lo visto desde 2009. "Ela veio mais de dez vezes", conta. "Por essa mentira, decidi romper a relação. Na verdade, adoraria ter contato com ela e com o Brasil, mas minha família não agiu de forma normal."


