São Paulo, 1 (AE) - A rede Sé de supermercados, controlada pelo grupo português Jerônimo Martins, pretende inaugurar até o fim deste ano mais oito lojas que estão em construção no estado de São Paulo. Para o ano 2000, a companhia planeja abrir mais 20 pontos-de-venda e estar faturando R$ 1 bilhão.
Das 20 lojas, de cinco a seis terão entre 4 mil e 5 mil metros quadrados. As demais terão dimensões menores, cerca de 2 mil metros quadrados. "Não estamos deixando de olhar redes médias, com faturamento anual acima de R$ 100 milhões, com objetivo de compra", diz o diretor Comercial do Sé, Hugo Betlem.
A rede encerrou 1998 com faturamento de R$ 563 milhões e 27 lojas. O grupo tem 41 supermercados, dez incorporados com a compra da rede Santo Antônio, em Bauru e Araraquara, e quatro que foram erguidas pela própria empresa. A perspectiva é fechar o ano com 49 lojas e faturamento de R$ 770 milhões.
Empregos - A cada nova loja de porte médio são criados 140 empregos diretos. Nas unidades maiores, o potencial de emprego é de 200 postos de trabalho para cada unidade.
A meta da companhia, diz Betlem, é crescer no estado de São Paulo, em regiões com demanda forte, mas onde o mercado é pouco explorado. As lojas maiores serão abertas em cidades populosas, enquanto as menores atenderão regiões intermediárias, onde a demanda é mais fraca.
Sem revelar números, o diretor-comercial do Sé diz que a empresa fechou 98 com lucro e vai repetir o desempenho este ano, mesmo com a forte concorrência no setor.
O grupo Jerônimo Martins comprou 51% do Sé em dezembro de 97. Em janeiro de 98 assumiiu a gestão do negócio. Em outubro de 98, comprou os 49% restantes.

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