Se for convocado compareço à CPI, garante Malan
Brasília, 10 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, voltou a afirmar hoje, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, que se for convocado comparecerá à CPI do Sistema Financeiro para prestar esclarecimentos. "Eu já respondi essa pergunta dezenas, talvez centenas de vezes; não tenho problema em repetí-la mais uma vez. É óbvio que se chamado a comparecer à CPI eu, como qualquer brasileiro, o farei", disse Malan. Demonstrando certa irritação, o ministro voltou a responder também a declaração que deu, no Exterior, de que só revelaria a causa da demissão do ex-presidente do BC, Francisco Lopes, somente 10 anos depois de sua morte.
"Já tive a oportunidade de responder isso, de público, em uma sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, no dia 24 de março", lembrou ministro, explicando que sua expressão foi em tom de brincadeira em resposta a um jornalista conhecido. "Me arrependi de ter feito essa brincadeira e acho lamentável que seja usada com o objetivo de mostrar que há coisas tão graves que só podem ser dadas a conhecimento público depois de minha morte", afirmou o ministro
acrescentando que suas explicações estão nas atas da sessão da comissão do Senado. Pedro Malan voltou a relatar o episódio da demissão de Lopes, lembrando que colocou o seu cargo de ministro e do presidente do BC à disposição do presidente. Ele negou também que a demissão de Lopes teria sido provocada pela ajuda dada aos bancos Marka e FonteCindam.
Malan disse que tem certeza de que o governo norte-americano teria utilizado recursos públicos para resolver o problema da falência de um fundo, em setembro do ano passado. Ele lembrou que a solução encontrada na época foi forçada, com a convocação do Banco Central americano que obrigou 14 grandes instituições financeiras, ligadas direta ou indiretamente ao fundo, que assumissem a responsabilidade. "Se não fosse possível convencer essas 14 instituições ao forçá-las a fazer a operação que fizeram, eu não tenho dúvida que o governo americano, a exemplo do que fez com o salvamento das associações de poupança e empréstimo, que consumiu de 200 a 300 bilhões de dólares do contribuinte americano, teria por considerações de ordem de crise sistêmica, utilizado recursos públicos sim , na solução do problema", afirmou o ministro.





