Se denúncia for comprovada, Campelo deve sair da PF, diz Covas
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quinta-feira, 10 de junho de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 11 (AE) - O governador Mario Covas disse hoje que o novo diretor geral da Polícia Federal, João Batista Campelo, não deve ser mantido no cargo se for provado que ele foi um torturador na época do regime militar. Segundo Covas, se as denúncias do ex-padre João Antonio Monteiro, que acusou Campelo de o ter torturado em 1970, forem comprovadas, o governo tem que substituí-lo. Covas disse, porém, que certamente, se a acusação fosse um fato público, ele não teria sido escolhido pelo governo. Ele disse que, "felizmente, vivemos em um País onde se pode conhecer os fatos de vez em quando". "Campelo está sendo acusado de ser torturador. O meu caso foi pior ainda, porque eu fui cassado e não fui acusado de nada".
Covas deu as declarações durante o 1º Congresso Paulista de Política Médica, em São Paulo.
Goro Hama - O governador Covas disse que não tem nada a falar em relação às denúncias sobre irregularidades na administração de Goro Hama na direção da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) e de um possível envolvimento do seu filho Mário Covas Neto, o "Zuzinha".
As denúncias foram feitas pelo deputado estadual Paulo Teixeira (PT/SP) à Promotoria de Defesa da Cidadania do Estado, "Não tenho que falar nada. Se já fizeram a denúncia à Promotoria, espero que isso chegue à Justiça. Promotor não julga
encaminha para a Justiça", respondeu o governador.
Covas afirmou, ainda, que nenhum dos seus dois filhos, um advogado, outro engenheiro, nem suas noras, jamais trabalharam em qualquer atividade pública. "Nunca deixei nenhum deles passar perto", destacou.
As declarações foram feitas pelo governador, durante o I Congresso de Política Médica, organizado pela Associação Paulista de Medicina (APM), no Hotel Macksoud Plaza, em São Paulo.


