A Secretaria de Direito Econômico (SDE) vai abrir hoje processo administrativo contra o laboratório Schering do Brasil, fabricante das pílulas anticoncepcionais que continham farinha, a Microvlar. A SDE também vai multar o laboratório em até 3 milhões de Ufirs por desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). O valor exato da multa será definido pelo ministro da Justiça, Renan Calheiros, ao qual a SDE está subordinada.
Há um consenso de que, ao vender as pílulas de farinha como se fossem anticoncepcionais de verdade, o laboratório teria transgredido pelo menos três artigos do CDC. O laboratório argumenta ter usado farinha para testar uma nova máquina de embalagens e que o produto teria sido enviado para incineração.
A Indústria Química e Farmacêutica Schering-Plough divulgou comunicado à imprensa ontem visando esclarecer que não é fabricante do anticoncepcional Microvlar, produzido pela Schering do Brasil. Segundo a Schering-Plough, quinta empresa no ranking do setor farmacêutico no país, a semelhança dos nomes está prejudicando a imagem da empresa.
Para elucidar a questão a Schering-Plough está realizando campanhas para a opinião pública e a comunidade científica na imprensa, explicando a semelhança nos nomes e que não produz a pílula Microvlar ou qualquer anticoncepcional.
A semelhança dos nomes deve-se à origem alemã das empresas, com início em 1926, quando a Schering alemã abriu uma representação no Rio. Ao longo dos anos surgiram duas empresas, uma de origem alemã e outra norte-americana, sem nenhum vículo desde a Segunda Guerra.

mockup