Brasília, 10 (AE) - O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Claudio Considera, afirmou que apenas 350 dos 10 mil remédios existentes no mercado brasileiro tiveram problemas de preços . E o governo já convocou quatro laboratórios para justificar os reajustes. As informações foram dadas após encontro com o deputado Luiz Antonio Medeiros (PFL-SP), que lhe apresentou uma relação para comprovar o descumprimento de acordo de manutenção de preços dos remédios.
"A lista do deputado é prova de cumprimento, e não de descumprimento, do acordo", afirmou Considera. Segundo ele, o acordo firmado com 40 laboratórios envolveu tanto produtos vendidos com receita médica quanto aqueles de venda livre. Ficou definido que em fevereiro, não haveria aumento de preços; em março o reajuste seria escalonado até maio, e que a taxa de câmbio a ser considerada seria de R$ 1,70 em fevereiro e R$ 1,36 em março.
De acordo com Considera, os produtos cujos preços não retroagiram porque já vinham sendo comercializados com base em nova tabela não deverão ter reajuste em março. Mas, se for comprovado aumento abusivo, o laboratório terá que recuar.

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