A Schering do Brasil (não confundir com a Schering-Plough) conseguiu ontem autorização provisória para voltar a comercializar 24 dos 37 medicamentos do laboratório. Segundo a Schering, a empresa solicitou à Vigilância Sanitária a liberação provisória desses medicamentos para poder reabastecer o mercado. Medicamentos como o Androcur já estavam em falta em algumas farmácias.
Para vender esses 24 remédios, a empresa terá que destacar dois funcionários para acompanhar a venda dos medicamentos para as distribuidoras. Todo o processo - desde a produção até a venda - também terá que ser documentado. A empresa prevê que hoje os medicamentos já serão repassados para as distribuidoras, seguindo as exigências da Vigilância. O órgão também autorizou a produção da pílula Microvlar, mas a venda ainda está proibida. Para voltar às farmácias, a empresa terá que passar pela vistoria da Vigilância e produzir uma nova embalagem.
A empresa afirmou ontem ter solicitado nova vistoria da Vigilância Sanitária, que deve ocorrer entre hoje e amanhã. Até ontem, a Schering tinha apenas autorização para produzir os medicamentos (com exceção da pílula Microvlar), mas não para vendê-los. A Schering está passando por essa interdição devido ao caso das pílulas de farinha que chegaram às farmácias. O laboratório produziu 2 t de pílulas inócuas para serem usadas em teste de nova máquina de embalagem. Mas a empresa alega ter sido vítima de roubo de mercadoria que seria incinerada. Pelos menos 189 mulheres já se cadastraram na Schering, dizendo que engravidaram enquanto tomavam a Microvlar. A empresa ainda não se posicionou sobre eventuais indenizações às vítimas.

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