Schering recolhe pílula e faz auditoria
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de julho de 1998
Agência Estado 
O laboratório Schering afirmou ontem em São Paulo que será contratada uma empresa de auditoria para coordenar o trabalho de retirada de cartelas da Microvlar do mercado. Desde a semana passada, as pílulas estão sendo recolhidas das farmácias e armazenadas nas distribuidoras.
Segundo José Carlos Dias, um dos advogados contratados pela Schering, o material recolhido será mantido em local reservado e seguro, com a supervisão dos auditores. Dias também afirmou que haverá uma auditoria na empresa.
Segundo o advogado, uma equipe da matriz da Schering, na Alemanha, também chegou ontem a São Paulo para acompanhar o desenrolar do caso. A empresa deve divulgar hoje um comunicado informando as características das cartelas com pílulas de farinha usadas no teste de nova máquina de embalar - elas não têm data de fabricação nem de validade e o número do lote tem quatro zeros seguidos de 11 números iguais. Quem tiver essa cartela deve ligar para o telefone 0800-551241, segundo o advogado.
A Schering não se pronunciou ontem sobre a multa de R$ 2,883 milhões aplicada anteontem pela Secretaria de Direito Econômico. De acordo com Cid Scartezzini Filho, também advogado da Schering, a empresa não havia sido notificada oficialmente sobre a multa até as 19 horas de ontem. Quanto às indenizações às vítimas, Scartezzini Filho disse que estão sendo agendadas reuniões com as mulheres que afirmam ter engravidado enquanto tomavam a Microvlar.
A indústria Schering-Plough (de origem americana) não tem nenhuma ligação com a Schering do Brasil (alemã) - esta responsável pela fabricação do Microvlar. A semelhança no nome dos dois laboratórios tem provocado problemas, diz a Schering-Plough. A empresa não fabrica anticoncepcionais.


