Schering mantém investimentos no Brasil e faz fusão na área de defensivos
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domingo, 06 de junho de 1999
Por Vladimir Goitia 
Berlim, 07 (AE) - A Schering vai manter seus investimentos anuais de 10 milhões de marcos alemães (US$ 5,9 milhões) em modernização na sua unidade industrial de São Paulo. De acordo com a direção da companhia, a crise econômica nos mercados latino-americanos não levou a rever os planos da empresa alemã, que destina anualmente 20% de seu faturamento nos seis centros de pesquisa e desenvolvimento localizados na Alemanha, Estados Unidos, Japão e Finlândia.
A construção de uma nova fábrica em Sâo Paulo (Jaguariúna, onde recentemente adquiriu um terreno) faz parte também dos planos da empresa alemã, mas ainda não foi definida a data para o início da obra. "No momento, o terreno próximo a Campinas é apenas uma reserva estratégica da Schering para o futuro", disse Kostlin, responsável da área de marketing e de negócios para a América Latina.
Ele confirmou, entretanto, que a fusão entre a AgrEvo - empresa da área de defensivos agrícolas e de engenharia genética formada com a Hoechst em 1993 - e a divisão de defensivos agrícolas e genética agrícola da Rhone Poulenc deverá estar concretizada até o final do ano. Da fusão dessas empresas vai surgir a Aventis CropScience, com ativos de 20 bilhões de marcos (US$ 12 bilhões). A fusão depende apenas da aprovação dos acionistas das três companhias.
A Aventis CropScience passará a ser a maior produtora de defensivos agrícolas do mundo e vai equiparar-se à Monsanto na área de genética agrícola. "Não estamos preocupados com as críticas sobre a produção de alimentos transgênicos. A nossa meta é acelerar as formas de cultivo, reduzindo a utilização de produtos químicos nas plantações", disse Kostlin na sede da Schering em Berlim. As fusões com a Hoechst e com a Rhone Poulenc nas áreas de defensivos agrícolas e de genética fazem parte ainda da nova estratégia da Schering para conquistar mais espaço em mercados específicos. A AgrEvo, por exemplo, já detém 9% desses mercados no âmbito mundial.
A Schering quer ainda aumentar seu faturamento e lucro para alcançar a média de 10% de crescimento por ano das indústrias farmacêuticas no mundo. No ano passado, a receita da Schering cresceu apenas 3% e o lucro 7%, passando de 6,25 bilhões de marcos (US$ 3,67 bilhões), em 1997, para 6,43 bilhões de marcos (US$ 3,76 bilhões) e de 446 milhões de marcos (US$ 262 milhões), para 478 milhões de marcos, respectivamente.


