Schering faz novo cadastro de grávidas
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segunda-feira, 27 de julho de 1998
Agência Folha 
O laboratório Schering do Brasil (não confundir com Schering-Plough) iniciou ontem, em São Paulo, novo cadastramento de mulheres que alegam ter engravidado enquanto tomavam Microvlar inócuo e que querem atendimento médico gratuito. O laboratório já havia feito um cadastro com cerca de 270 grávidas, mas essa lista não será levada em consideração para agendar consultas médicas. As mulheres terão que voltar a ligar para a empresa, informar alguns dados pessoais para obter um telefone de uma clínica contratada pela Schering. A empresa foi obrigada a contratar equipes médicas para atender as grávidas em decorrência da liminar concedida em favor de uma ação da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo.
O laboratório chegou a produzir duas toneladas de pílulas de farinha para testar uma nova máquina de embalagem. O material seria incinerado, mas a empresa alega que parte dele foi roubado e, assim, pílulas inócuas chegaram às farmácias. A liminar não cita que provas as grávidas têm que apresentar para comprovar que foram vítimas da Microvlar inócua. A empresa afirma que a cartela com o número do lote usado no teste será a principal prova.
A empresa não definiu se vai levar em consideração outros indícios, como receituário médico. Mas o laboratório alega que vai marcar consulta para todas as grávidas e avaliar se ela é vítima do placebo ou não e levar o caso à Justiça, se for necessário, para que determinem que outras provas devem ser consideradas. Para conseguir agendar uma consulta, a interessada deve ligar para o 0800-551241 e a central passa o telefone do consultório mais próximo do endereço da grávida.
Até ontem, foram contratadas clínicas nas cidades de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul (Grande SP), Campinas e São José do Rio Preto, no interior paulista, Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Recife (PE).


