Saõ Paulo, 26 (AE) - O Laboratório Schering do Brasil foi condenado hoje a pagar R$ 1 milhão às mulheres que conseguirem provar ter engravidado tomando o anticoncepcional Microvlar inócuo. A sentença foi dada pela juíza Adriana Garcia Abujamra, da 10.ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo.
A ação foi proposta pela Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE) e pela Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) em junho de 98. O laboratório pode recorrer da decisão. No entanto, segundo a procuradora do Estado Claudia Cunha, a Schering é obrigada a depositar o dinheiro antes de recorrer.
O dinheiro deverá ser depositado em uma conta em juízo. Após o depósito, começam a ser feitos os cálculos para determinar quanto cada mulher que afirma ter engravidado usando a pílula vai receber. Elas terão de apresentar à juíza provas de danos morais e patrimoniais, além de evidênciais confirmando o consumo da pílula, para receber uma parte do dinheiro.
O caso Microvlar começou em junho de 98 quando o laboratório admitiu que pílulas inócuas, fabricadas para testar um equipamento de embalagem, haviam chegado ao mercado.

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