São Paulo, 19 (AE) - A Scania, fabricante de caminhões instalada em São Bernardo do Campo, abriu programa de demissões voluntárias com a meta de enxugar 8% de seu quadro de funcionários - 200 de um total de 2,5 mil empregados. A empresa informou que está produzindo 40% menos do que sua capacidade instalada, que é de 60 caminhões e chassis de ônibus por dia.
Além disso, a montadora suspendeu a produção quinta e sexta-feiras desta semana. Assim, os trabalhadores aproveitarão o feriado na quarta-feira e só retornarão na segunda-feira que vem. O tempo não trabalhado vai para o banco de horas do pessoal ligado à produção, para posterior compensação, caso o mercado melhore nos próximos meses. O programa ficará aberto 30 dias e prevê pagamento de 40% do salário por ano trabalhado na empresa, como forma de incentivo ao desligamento voluntário, além convênio de assistência médica por quatro meses.
O metalúrgico Edilson Volpato de Oliveira, integrante do Sistema Único de Representação (comissão interna dos funcionários), disse que os trabalhadores propuseram a criação de um banco de dias, que propiciaria suspensão de até 25 dias de produção por ano, mas não houve acordo sobre a forma de compensação desse período. No ABC, as montadoras já falam na existência de 6,3 mil excedentes nas fábricas. Só na Volkswagen serão 2,8 mil a partir do final do acordo de redução de impostos dos veículos, em meados de maio. Na Ford há 1,5 mil afastados e na General Motors outros 600. A Mercedes-Benz confirmou a aexistência de 1,2 mil excedentes.

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