SC terá plano de emergência contra dengue
SC terá plano
de emergência
contra dengue
Das agências
Arquivo FolhaMosquitoTrabalhador protesta no Rio de Janeiro contra as autoridades pela disseminação da dengueA identificação de 2.027 focos dos mosquitos Aedes aegypti e Albopictus em 26 municípios catarinenses e a suspeita de 22 casos de dengue colocaram as autoridades em estado de alerta em Santa Catarina. Ontem pela manhã em Florianópolis a Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa reuniu técnicos da Fundação Nacional de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde, representantes da Polícia Militar e do Exército, prefeitos e técnicos da Vigilância Sanitária e Epidemiológica para acertar um plano de emergência contra a doença.
Antes que tenhamos uma situação incontrolável, decidimos chamar todas as partes envolvidas com o setor de saúde, explicou o presidente da Comissão de Saúde, deputado Volnei Morastoni (PT), lembrando que a situação se agrava à medida que os focos do mosquito se alastram pelo Estado.
Entre o último final de semana e esta segunda-feira, segundo a Fundação Nacional de Saúde, foram encontrados mais 97 focos do Aedes aegypti em Santa Catarina. Por isso a comissão determinou a imediata massificação de informações sobre a doença e seus sintomas, bem como as formas de evitar a proliferação dos mosquitos transmissores. Paralelo a isso, os órgãos pedem ao Ministério da Saúde recursos para as campanhas de esclarecimento à população.
Sem registros de dengue até 30 de março, Manaus vive uma epidemia, segundo o Instituto de Medicina Tropical do Amazonas (IMT-AM). Nos últimos nove dias foram notificados 1.503 casos da doença, com 78 confirmações. Três dos casos são importados, dois de Belém (PA) e um de São Luiz (MA). Para tentar barrar o avanço da dengue, a prefeitura fará uma operação de combate ao mosquito com apoio das Secretarias de Saúde e Educação, Fundação Nacional de Saúde, Corpo de Bombeiros e Exército. O trabalho começa na segunda-feira.
Durou cerca de nove horas a gestão do novo coordenador da Fundação Nacional de Saúde (FNS) no Pará, Amiraldo Pinheiro, que assumiu o cargo ontem pela manhã prometendo afastar diretores envolvidos em supostas irregularidades de que teria participado o ex-chefe Roberto Jacob, demitido segunda-feira pelo ministro da Saúde, José Serra. Pinheiro, que havia prometido fazer uma devassa no órgão, acabou renunciando no final da tarde, após reunir-se com os funcionários da coordenação, em Belém. O pessoal entendeu que esse era o melhor caminho para evitar especulações de que o ex-coordenador foi derrubado por alguém que queria seu lugar, justificou.





