SC de luto: chuvas causaram 99 mortes
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Folhapress 
São Paulo- O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), assinou decreto de situação de calamidade pública em 12 cidades do Estado: Benedito Novo, Blumenau, Brusque, Camboriú, Gaspar, Ilhota, Itajaí, Itapoá, Luis Alves, Nova Trento, Rio dos Cedros e Rodeio. O decreto, assinado anteontem e divulgado ontem, vale por 180 dias. As chuvas já causaram 99 mortes no Estado.
Santa Catarina está em luto oficial por três dias. O último boletim divulgado pela Defesa Civil, por volta das 18h30, informa que 78.707 pessoas tiveram de abandonar suas casas por conta das enchentes. No último sábado, o governador havia decretado situação de emergência válido por 180 dias. O governador também ampliou a lista de municípios em situação de emergência: Anitápolis; Araranguá; Antônio Carlos; Balneário de Piçarras; Bom Jardim da Serra; Botuverá; Canelinha; Canoinhas; Chapadão do Lageado; Garuva; Governador Celso Ramos; Gravatal; Guabiruba; Imbuia; Indaial; Jaborá; Lauro Müller; Major Gercino; Orleans; Paulo Lopes; Penha; Pomerode; Porto Belo; Presidente Getúlio; Rancho Queimado; São Bonifácio; São João Batista; São Martinho; São Pedro de Alcântara; Schroeder; Tubarão; Urupema.
A Defesa Civil Estadual informou que o nível das águas das chuvas baixou, e as equipes de resgate conseguiram acesso a todos os municípios que estavam isolados. Oficialmente, 19 pessoas permanecem desaparecidas, mas o número pode ser maior.
Trinta e três mil imóveis continuam sem energia, segundo o último balanço divulgado pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).
Segundo o 8º Distrito de Meteorologia, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a região do Vale do Itajaí, leste de Santa Catarina, continua com possibilidade de chuva nos próximos dias. O clima só deve se estabilizar por volta do dia 5 de dezembro.
Parte do solo do Estado de Santa Catarina está desmanchando, diz o professor do Departamento de Análise Geoambiental da Universidade Federal Fluminense, Júlio César Wasserman. Ele esclarece que o desabamento de terra ocorrido nas encostas é um processo chamado solifluxão, causado pelo desmatamento.


