Apesar do baixo investimento da União no desenvolvimento da ciência (0,4% do Produto Interno Bruto nacional), o Brasil é o 18º no ranking mundial na produção científica. Com esses dados em mãos, a bioquímica gaúcha Glaci Zancan, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), mostra-se otimista em relação à busca do conhecimento no País.
‘‘Precisamos chegar à 10ª posição. Nossa potencialidade de jovens interessados em ciência é maior que em outros países’’, disse. Segundo Glaci Zancan, não basta apenas o interesse de novos pesquisadores: o país precisa investir na educação científica para que consiga manter o atual padrão de crescimento.
Nada que pareça impossível para a professora de 65 anos, que no final do primeiro ano de gestão na SBPC, deixa claro: a educação é sua maior prioridade. Tanto que ela já está trabalhando para iniciar um movimento que, a longo prazo, poderá causar uma mudança completa no ensino da ciência. ‘‘Não estamos envolvendo o governo. Nossa discussão é com a sociedade’’, afirmou.

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