SBPC quer discussão sobre alternativas para financiamento
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sexta-feira, 30 de outubro de 1998
Lucinéia Parra 
Dirigentes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que estão reunidos em Maringá desde terça-feira, criticam os cortes lineares nos recursos destinados às instituições de fomento científico e afirmam que a sociedade deve começar a refletir as medidas propostas pelo governo no pacote econômico divulgado na quarta-feira. Em carta aberta à Nação Brasileira, os dirigentes da SBPC são categóricos: segundo eles, o resultado dos cortes pode ser a exclusão do país do processo de competição internacional no próximo milênio.
De acordo com o presidente da SBPC, Sérgio Henrique Ferreira, todos os países do mundo lutam para ser competitivos, só que para ser competitivo é preciso de ciência e tecnologia. Ferreira e os demais dirigentes que participam da 6ª Reunião Especial da SBPC em Maringá, defendem uma adequação ao orçamento para a Ciência e Tecnologia e mais do que isso, afirmam que é necessário uma mudança na proposta econômica atual.
Para Ferreira, o governo vai penalizar setores que não causaram o déficit público. Não foi o setor público que gerou o rombo e sim setores específicos, afirmou. Segundo ele, toda comunidade, principalmente os setores produtores, precisa começar a discutir as medidas do governo federal e apresentar alternativas para o desenvolvimento social e econômico do país.
De acordo com a vice-presidente da SBPC, Glaci Terezinha Zancan, ao realizar cortes lineares nos recursos destinados à Ciência e Tecnologia, boa parte dos trabalhos desenvolvidos na área serão comprometidos e com eles, o desenvolvimento do país. A tecnologia é um instrumento de dominação. É uma estratégia entre os países desenvolvidos. Se não dominarmos a tecnologia continuaremos dominados pelos países como o Japão, Coréia e Estados Unidos, que investem em tecnologia.


