Saúde vai lançar o Cartão SUS
Sônia Cristina Silva
Arquivo/FolhaNovo cartão visa evitar cenas como esta no atendimento à populaçãoO Ministério da Saúde lança em março o projeto do Cartão SUS, para identificar quem recorre ao atendimento da rede pública de assistência médica. Com ele, os hospitais e postos podem facilitar a vida do paciente, informatizando os prontuários médicos ou os pontos de distribuição de medicamentos. Para o cartão ser adotado nos municípios é necessário que cada prefeitura se inscreva no projeto. A expectativa é de que em dois anos o novo sistema esteja funcionando. Estamos regulamentando uma prática que vem sendo adotada de forma diferente por vários municípios, disse o secretário de Assistência à Saúde do ministério, Antônio Werneck.
De acordo com Werneck, o Cartão SUS, aliado a um sistema simples de informática, poderá garantir, por exemplo, que o histórico médico do paciente seja acessível em qualquer das unidades que prestam serviços de saúde em um município. A partir de um banco de dados seria possível acompanhar a situação epidemiológica da população.
O secretário observou que o Cartão SUS terá maior importância ainda no futuro, quando todos os recursos federais de assistência médica forem repassados pelo critério do número de habitantes. Nesses casos, um município poderá cobrar pela internação de um doente da localidade vizinha, por exemplo. Essa cobrança de serviços entre municípios já pode ser feita entre as prefeituras que trabalham de forma consorciada.
Projetos-piloto A Secretaria de Saúde do Distrito Federal já está implantando o cartão no Programa Saúde da Família. Em Niterói, o secretário de Saúde, Gilson Cantarino, informa que iniciará em 40 dias o censo dos usuários do SUS, iniciativa essencial para usar o cartão. Vamos ter a garantia da qualidade dos dados sobre os atendimentos, acredita.
Os dois municípios estão servindo como projetos-piloto para o Ministério da Saúde, mas o diretor do Departamento de Informática do SUS, Ernani Bandarra, já tem o padrão do Cartão SUS. Ele terá na frente o símbolo do SUS, com espaço ao lado para identificação da prefeitura. Serão considerados dados obrigatórios o nome do paciente, número do Cartão SUS, data de nascimento, sexo, nome completo da mãe e naturalidade. O custo do cartão será de R$ 1,00 por habitante. O Ministério da Saúde ainda não decidiu se as prefeituras arcarão sozinhas com as despesas ou se o governo federal participa do pagamento.





