Comissões de representantes das secretarias municipal e estadual de Saúde vão começar na próxima semana a fazer uma revisão nos números de óbitos ocorridos nos últimos dois anos nos hospitais da rede pública e privada. Esses dados foram pedidos pela delegada de Homicídios, Marta Cavalliere, que quer investigar se existem casos semelhantes ao do auxiliar de enfermagem, Edson Izidoro Guimarães, de 42 anos, acusado de matar quatro pacientes no Hospital Salgado Filho.
As estatísticas serão anexadas ao segundo inquérito que a delegada abriu, havia duas semanas, para investigar a existência de ‘‘máfia das funerárias’’ em hospitais da rede pública e privada com o suposto envolvimento de funcionários, além de apurar a fraude de seguros por acidentes e o tráfico de órgãos.
No dia 7, o juiz do 3º Tribunal de Justiça do Rio, Mário Guimarães, vai ouvir o depoimento da auxiliar de serviços gerais Cátia Rodrigues Honório da Silva, principal testemunha de acusação. Ela denunciou Guimarães à direção do Hospital Salgado Filho e confessou na polícia ter visto que o auxiliar de enfermagem aplicava uma injeção de cloreto de potássio em uma paciente, que morreu em seguida.

mockup