Saúde, transportes e irrigação têm mais verbas no orçamento 2000
Saúde, transportes e irrigação têm mais verbas no orçamento 200017/Mar, 18:17 Por Liliana Lavoratti Brasília, 17 (AE) - As áreas de saúde, transportes e irrigação foram as mais beneficiadas pela comissão mista de Orçamento do Congresso na distribuição dos R$ 4,799 bilhões de despesas de investimentos ampliadas em relação àquelas propostas pelo Executivo. Também ganharam mais verbas os projetos de urbanismo, saneamento, habitação e agricultura. O relator-geral do Orçamento de 2000, deputado Carlos Melles (PFL-MG), disse hoje que tentou atender as demandas sociais na distribuição dos recursos às emendas dos parlamentares, das bancadas estaduais e regionais atuantes no Congresso. "Não só preservamos os recursos da saúde, como elevamos as verbas para investimentos nessa área, de R$ 740 milhões para R$ 1,370 bilhão", ressaltou Melles ao apresentar hoje seu substitutivo ao projeto de lei original do Executivo. O substitutivo manda ainda o governo aplicar outros R$ 1,5 bilhão de receitas extraordinárias que possam ocorrer neste ano em gastos do Sistema Único de Saúde (SUS). Em segundo lugar a área mais contemplada foi a de transportes, que recebeu R$ 1,549 bilhão a mais para construção e ampliação de estradas. Com isso, o Ministério dos Transportes terá para investir neste ano - se o substitutivo for aprovado - o total de R$ 3,610 bilhões. Os projetos de irrigação, abrangidos pela denominação "gestão ambiental", tiveram as verbas ampliadas de R$ 395 milhões para R$ 1,079 bilhão. Esses projetos se constituem basicamente na construção de barragens e poços artesianos. Os investimentos para a educação foram elevados de R$ 340 milhões para R$ 464 milhões. Para os projetos de agricultura, os congressistas destinaram mais R$ 333 milhões. Os projetos de urbanismo - onde estão as verbas para habitação popular - subiram de R$ 13 milhões para R$ 283 milhões. A concentração de recursos para obras de irrigação fez com que o Nordeste ficasse com 1,25% do total de R$ 4,8 bilhões de novas despesas feitas pelos congressistas no projeto de lei orçamentária. A segunda região mais beneficiada foi o Norte (com incremento de 0,83%), seguida do Sudeste (mais 0,81%).





