Saúde tenta impedir fechamento de UTI
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sexta-feira, 19 de maio de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Uma reunião ontem à noite no Hospital Evangélico iria decidir se a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica e neonatal suspende ou não os serviços a partir de hoje. A Secretaria Municipal de Saúde apresentou ontem uma proposta de adequação dos valores repassados aos plantonistas, na tentativa de evitar o fechamento da UTI. O documento aponta para a disposição da Secretaria em reavaliar a remuneração dos médicos, principal motivo para a crise na UTI do hospital.
A diretora executiva da Secretaria de Saúde, Margareth Shimit, informou que o documento não fala em valores. Segundo ela, é preciso antes fazer um levantamento da capacidade instalada do hospital. ''Estamos dispostos a sentar para conversar, trata-se de um serviço muito importante, já que o hospital é referência para gestação de alto risco. Mas precisamos de um esforço de gestão da instituição'', argumentou.
Já a diretora médica do Evangélico, Rossana Amin Graciano Resende, deu a entender que uma nova tabela foi apresentada, mas não revelou os valores. ''Podemos afirmar que não é o que os médicos estão reivindicando, mas já dá para começar a negociar.'' Segundo Rossana, a Secretaria informa que a proposta apresentada tem caráter provisório e emergencial, com o objetivo de evitar a suspensão do serviço.
A diretora considerou o documento um avanço, já que foi a primeira proposta oficial do município. ''Houve conversas anteriores, mas até então nada de concreto havia sido apresentado.'' A crise na UTI pediátrica do hospital se arrasta desde o início deste ano, e está centrada na tabela paga pelo Serviço Único de Saúde (SUS), que estaria ''fora da realidade''.
O Evangélico tem oito leitos para atendimento de bebês pelo serviço público, e desde o início da semana não está recebendo novos pacientes. Mesmo assim, a unidade está atendendo 11 bebês pelo SUS. Se o atendimento pelo Serviço Único for suspenso, provavelmente os atendimentos particulares e por convênios também serão interrompidos. ''A manutenção da estrutura é feita principalmente pelo SUS. E não dá para manter uma equipe, com capacidade de atender 10 leitos simultaneamente, trabalhando com um ou dois pacientes'', argumenta Margareth Shimit.


