Saúde tenta conter surto de gripe A em prisão
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sexta-feira, 07 de agosto de 2015
Celso Felizardo<br> Reportagem Local 
Cascavel Cerca de 470 presos foram vacinados contra a Gripe A (Influenza H1N1) ontem, na carceragem da 15ª Subdivisão Policial, em Cascavel, no Oeste do Estado. Além dos detentos, familiares e funcionários da unidade prisional também receberam a vacina, somando cerca de 600 doses distribuídas. A medida foi tomada pela Secretaria Municipal de Saúde para conter o surto de doença na cadeia. Nesta semana, cinco presos e quatro agentes foram diagnosticados com a Gripe A.
O trabalho começou logo pela manhã. Enquanto uma equipe de profissionais da Saúde vacinava os presos, outra atendia os visitantes. Os familiares foram obrigados a usar máscaras para entrar na unidade. Todos receberam a vacina, apesar de não ser obrigatória. A vacinação prossegue até domingo. O chefe das cadeias públicas das 8ª e 9ª regiões, Sérgio Reinildo Silva dos Santos, informou que nem todos os presos haviam sido imunizados na última campanha.
Santos informou que as nove pessoas que contraíram a doença estão sendo medicadas com Tamiflu e passam bem. "Com a imunização de todos os presos e das pessoas que circulam pela carceragem vamos neutralizar este surto e trabalhar para que tudo volte à normalidade dentro da carceragem", comentou.
A confirmação do surto, há uma semana, provocou a suspensão das visitas na carceragem. Os presos se revoltaram e iniciaram uma tentativa de rebelião. Foram necessárias cinco horas de negociação para controlar o tumulto. Na última quinta-feira, os policiais registraram outra ocorrência na carceragem. Durante uma revista, foram encontrados 32 celulares e estoques. Um grupo de presos se recusou a ir para o solário. Os policiais usaram munição não letal e seis detentos ficaram feridos.
A carceragem abriga quatro vezes mais presos que a capacidade. A superlotação é motivo de apreensão constante na sede da Subdivisão da Polícia Civil. O delegado-chefe da 15ª SDP, Adriano Chohfi, reivindica a transferência dos presos para uma nova estrutura. Os sindicatos que representam os policiais civis no Estado têm feito constantes reivindicações para que os presos sejam retirados das delegacias. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) começou o esvaziamento das carceragens pela capital e afirma que tem transferido de 100 a 150 presos semanalmente para o sistema prisional.
A demolição de parte da estrutura do minipresídio da 9ª Subdivisão Policial de Maringá foi suspensa na manhã de ontem. As máquinas chegaram a ser levadas até o prédio, mas retornaram para o pátio da prefeitura. Uma liminar da Vara de Execuções Penais (VEP) impediu a transferência dos últimos 47 presos do minipresídio. Segundo a juíza Jane dos Santos Ramos, antes da demolição e das transferências é preciso dar condições para que a Casa de Custódia possa abrigar todos os presos.


